quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Dicas para escolher seu Home Broker

O desempenho extraordinário da Bolsa de Valores de São Paulo nos últimos anos tem feito com que um número crescente de brasileiros aplique em ações. Desde janeiro, 40 novos investidores contrataram os serviços de corretoras a cada hora e mais de 80% deles entraram no mercado de capitais via home broker, o programa que permite negociar ações pela internet. Além de mais barato do que o método tradicional via telefone, o sistema é cômodo porque permite ao investidor aplicar na bolsa de uma forma bastante semelhante à das operações de internet banking. O aplicador entra no site da corretora com uma senha para conferir as cotações e enviar os pedidos de compra ou venda. Em seguida, a ordem passa pelo servidor da corretora, que reconhece o cliente, e, em segundos, a coloca no pregão, onde o negócio é consolidado automaticamente. Por tudo isso, o home broker assiste a um crescimento vertiginoso no país -- o número de investidores online neste ano cresceu 65%, ante apenas 10% nos investimentos feitos pelo telefone, e já está prestes a ser o meio predominante na bolsa.

Para quem pretende começar a aplicar em ações, a primeira questão que se coloca é escolher a corretora mais adequada entre as cerca de 60 que já oferecem o sistema de home broker. A resposta a essa pergunta depende do quanto se pretende apli car, em que periodicidade e quais os serviços que se considera imprescindíveis. Na carioca Ágora, por exemplo, a líder em negócios via home broker, uma ordem de compra ou venda de ações custa 20 reais (veja quadro acima). Numa negociação de 10 000 reais, a taxa representa atraente 0,2%, mas numa ordem de compra ou venda no valor de 1 000 reais cresce para 2%. No Itaú e na Intra, que usam a tabela da Bovespa como referência, a ordem de 1 000 reais custaria 17,49 reais -- menos, portanto, que os 20 reais cobrados pela Ágora. Já a de 10 000 reais dispararia para 75,21 reais, quase quatro vezes mais que a concorrente carioca. Na comparação internacional, esses preços não estão fora de linha. A corretora americana Charles Schwab, por exemplo, líder mundial, adota corretagem fixa de 10 dólares por ordem de compra ou venda. No Brasil, a maior parte das corretoras cobra ainda um valor mensal para cobrir custos com a manutenção das ações, também conhecido por taxa de custódia. Antes de se decidir por uma corretora, o investidor deve fazer uma simulação do quanto pretende aplicar por mês e do quanto terá de pagar por isso.

Outra questão crucial é saber que tipo de ajuda será possível receber em casos de dúvidas sobre oportunidades de compra ou venda de ações e também quando houver problemas técnicos no site. Em algumas corretoras, os clientes simplesmente não conseguem ser atendidos pelo telefone porque o número de consultores não é suficiente. Há ainda casos de corretoras que só disponibilizam atendentes para questões técnicas a respeito do funcionamento do sistema. "Em momentos de crise, o cliente do home broker quer falar com um especialista, mas aí acontece o gargalo: corretores e analistas têm pouco tempo e o dedicam prioritariamente aos grandes investidores, que individualmente são mais representativos que os do home broker", diz Lauro Gonzalez da Silva, professor de finanças da Fundação Getulio Vargas.

Um comentário:

Marco Antonio disse...

Precisava responder aquele comentário em agradecimento.

E a pintura, chama-se Starry Night e é do Van Gogh...